Sou fã tardia do Bowie, embora todo nascido nos anos 80
guarde na memória a sinistra imagem do filme Labirinto.
Mesmo já tendo destrinchado Beatles, Stones e etc. de Bowie
conhecia a top list.
Dado o momento da minha vida, e todo o estranhamento que
vivi dos 20 pra cá (sobre isso os dois sensíveis textos do Alexandre Matias antes e depois da morte ), de repente caí num cover de Bowie num bar de rock da minha
cidade. Caramba! Um cover me deixou assim?
Passei a ouvir mais e mais... Caramba!
Um cara que me paquerava e vivia me mandando sons e
referências na internet me mandou um livro infantil que ilustrava a história de
Space Oddity. Caramba!
E aí começaram a falar do tal filme Frances Ha. Caramba! Um
dos filmes da minha vida e a música Modern Love do Bowie é responsável por toda
a catarse que ele nos provoca. Caramba!
Semana passada falaram do disco novo, Blackstar. Falaram dos clipes...Assisti “Lazarus” e fiquei mal, fiquei incomodada... Bowie aparentando a idade mas fazendo uma reflexão imagética sobre lucidez, insanidade, corpo, hospital, sociedade cega...
No celular tenho uma coletânea do Bowie que nunca tiro.
Estava cansada dos discos que tinha lá e ele era um coringa para os meus
ouvidos, ou camaleão.
Hoje de manhã, estava no ônibus, voltando do interior em
direção a São Paulo. Chuva, cinza... Estava sem sono, era umas 7h30. Pensei:
vou ouvir um Bowie, Space Oddity.
Aqui é Major Tom para o controle do solo
Estou passando pela porta
E estou flutuando do jeito mais peculiar
E as estrelas parecem bem diferentes hoje.
Fui checar as atualizações do Facebook:
Morre hoje o artista David Bowie aos 69 anos.
Aqui estou eu flutuando em volta da minha lata
Bem acima da lua
O planeta Terra é azul e não há nada que eu possa fazer...
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